Dores nas articulações? Cuidado! O analgésico que alivia hoje pode aumentar o risco de infarto amanhã. Veja como proteger seu coração.
Você sente dores nas articulações, rigidez ao acordar ou aquela dor de cabeça insistente… e automaticamente pega um comprimido de ibuprofeno ou naproxeno no armário? Parece inofensivo, afinal, você usa há anos. Mas e se esse hábito aparentemente seguro estiver silenciosamente sobrecarregando o seu coração?
Se você tem mais de 60 anos, este pode ser um dos alertas mais importantes que lerá hoje. Continue até o fim — há uma troca simples que pode proteger seu coração a partir de agora.

O Perigo Oculto dos Anti-inflamatórios
Medicamentos como ibuprofeno (Advil, Motrin) e naproxeno (Aleve) pertencem ao grupo dos AINEs (anti-inflamatórios não esteroides). Eles aliviam a dor bloqueando enzimas chamadas COX-1 e COX-2, reduzindo a inflamação.
O problema é que, ao fazer isso, também interferem nas prostaglandinas — substâncias naturais que ajudam a manter os vasos sanguíneos relaxados, regulam a pressão arterial e apoiam a função dos rins.
Em pessoas jovens, o corpo costuma compensar. Mas após os 60 ou 70 anos:
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As artérias ficam mais rígidas
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Os rins filtram com menos eficiência
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O coração já trabalha mais para manter o equilíbrio
Adicionar AINEs a esse cenário pode aumentar significativamente os riscos.
Como Esses Medicamentos Afetam o Coração do Idoso
O uso frequente pode:
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Elevar a pressão arterial devido à retenção de líquidos e sódio
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Aumentar o risco de infarto e AVC, mesmo em uso de curto prazo
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Piorar a insuficiência cardíaca em quem já tem o diagnóstico
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Sobrecarregar os rins, afetando o equilíbrio de líquidos
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Favorecer formação de coágulos em alguns casos
O risco cresce com doses mais altas e uso prolongado — algo comum em dores crônicas como artrite.
Por Que o Impacto é Maior Após os 60?
Com o envelhecimento:
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Os rins perdem reserva funcional
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A pressão arterial tende a subir naturalmente
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Muitos idosos já usam medicamentos para o coração
Os AINEs podem interagir com diuréticos, betabloqueadores ou inibidores da ECA, aumentando ainda mais o risco.
Imagine uma pessoa de 72 anos que toma ibuprofeno algumas vezes por semana para dor no joelho. Aos poucos, a pressão começa a subir, surge leve inchaço nas pernas, aparece cansaço… sintomas muitas vezes atribuídos “à idade”. Mas o coração pode estar sendo silenciosamente sobrecarregado.
7 Sinais de Alerta Que Não Devem Ser Ignorados
Se você usa anti-inflamatórios com frequência, observe:
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Inchaço nas pernas ou tornozelos
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Falta de ar ao fazer esforços leves
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Aumento da pressão arterial
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Cansaço excessivo
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Palpitações ou batimentos irregulares
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Aperto ou dor no peito
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Ganho súbito de peso por retenção de líquidos
Se notar qualquer um desses sinais, procure orientação médica imediatamente.
Alternativas Mais Seguras Para Alívio da Dor
Antes de qualquer mudança, converse com seu médico. Algumas opções consideradas mais seguras para o coração incluem:
✔️ Paracetamol (acetaminofeno)
Geralmente apresenta menor impacto cardiovascular quando usado corretamente. Atenção: doses excessivas podem afetar o fígado.
✔️ Anti-inflamatórios tópicos
Géis ou adesivos com diclofenaco têm menor absorção sistêmica.
✔️ Fisioterapia e exercícios leves
Fortalecem músculos e reduzem a necessidade de medicamentos.
✔️ Compressas quentes ou frias
Método simples e eficaz para dores articulares.
✔️ Tai chi ou alongamentos
Melhoram mobilidade e equilíbrio.
Pequenas mudanças podem reduzir significativamente os riscos.
Passos Práticos Para Proteger Seu Coração
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Revise todos os medicamentos que usa, incluindo os comprados sem receita
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Pergunte ao seu médico: “Este analgésico é seguro para meu coração?”
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Monitore pressão arterial e peso regularmente
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Use a menor dose possível pelo menor tempo necessário
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Explore métodos não medicamentosos
Em muitos casos, apenas substituir o ibuprofeno por paracetamol para dores ocasionais já faz diferença.
Cuide do Seu Coração Hoje
Anti-inflamatórios comuns parecem inofensivos, mas para corações mais experientes podem representar um peso desnecessário.
Você merece alívio da dor sem comprometer sua saúde cardiovascular. Reavalie seus hábitos, converse com seu médico e escolha alternativas mais seguras.
Seu coração já trabalhou tanto por você. Agora é hora de cuidar dele.
Compartilhe esta informação com alguém acima de 60 anos — pode ser uma conversa que salva vidas.
Aviso: Este conteúdo é apenas informativo e não substitui orientação médica profissional. Sempre consulte seu médico para recomendações personalizadas.