Cardiologistas Alertam: o Ibuprofeno Pode Prejudicar o Coração em Adultos Acima dos 60 Anos

 Dor aliviada hoje, problema cardíaco amanhã? Veja o alerta para maiores de 60.

Recorrer ao ibuprofeno para aliviar dores nas articulações, nas costas ou aquela dor de cabeça persistente parece algo automático para muita gente. Ele age rápido e traz alívio quase imediato. No entanto, com o passar dos anos, esse medicamento tão comum pode começar a exercer uma pressão silenciosa sobre o coração — especialmente quando usado com frequência.

Diversas pesquisas e alertas de autoridades de saúde indicam que os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno, podem aumentar o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Esses riscos tendem a ser maiores em pessoas acima dos 60 anos. A boa notícia? Informação e escolhas mais conscientes podem ajudar a preservar a saúde do coração sem deixar o controle da dor de lado. Continue lendo e descubra como muitos idosos estão encontrando caminhos mais seguros para se sentir bem no dia a dia.


Os riscos ocultos dos analgésicos mais comuns

Muitos adultos mais velhos usam ibuprofeno regularmente para artrite, dores musculares ou pequenas lesões. Ele é um dos AINEs mais populares e facilmente encontrados sem receita.

Estudos mostram que o uso frequente pode aumentar os riscos cardiovasculares, principalmente em idosos. Os alertas indicam que esses efeitos podem surgir já nas primeiras semanas e se intensificam com doses mais altas ou uso prolongado.

Isso não significa que uma dose ocasional seja sempre perigosa. Em pessoas saudáveis, o risco costuma ser menor. O problema aparece quando o uso se torna constante, sobretudo em quem já tem pressão alta, problemas cardíacos ou renais.


Por que os cardiologistas se preocupam com o uso de ibuprofeno após os 60

Os AINEs atuam bloqueando substâncias envolvidas na inflamação e na dor. Porém, eles também podem causar retenção de sódio, elevar a pressão arterial e sobrecarregar os vasos sanguíneos.

Com o envelhecimento, coração e rins ficam mais sensíveis. O uso contínuo de ibuprofeno pode interferir em medicamentos cardíacos e favorecer o acúmulo de líquidos no organismo.

Imagine alguém que toma ibuprofeno regularmente para continuar ativo no jardim ou em caminhadas. Aos poucos, alterações discretas — como pressão mais alta ou função renal reduzida — podem se acumular sem sintomas claros, até aparecerem em exames de rotina.


Como o uso frequente pode afetar o coração ao longo do tempo

Os efeitos geralmente são graduais. Entre os principais impactos observados estão:

  • Aumento progressivo da pressão arterial

  • Retenção de líquidos e inchaço nas pernas

  • Maior sobrecarga do coração em quem já tem insuficiência cardíaca

  • Interferência na ação de medicamentos para pressão

  • Redução da função renal, o que indiretamente afeta o coração

Esses fatores ajudam a explicar por que especialistas recomendam sempre a menor dose possível, pelo menor tempo necessário.


9 formas pelas quais o ibuprofeno pode sobrecarregar o coração após os 60

Os riscos se acumulam com o tempo:

  1. Pequenos aumentos da pressão arterial

  2. Redução da eficácia de remédios para o coração

  3. Sobrecarga indireta dos rins

  4. Inchaço nas pernas por retenção de líquidos

  5. Maior risco de arritmias

  6. Piora de quadros de insuficiência cardíaca

  7. Alterações na função das plaquetas

  8. Aumento do risco de AVC

  9. Maior probabilidade de infarto, especialmente com doses altas ou uso prolongado

Apesar disso, muitos idosos que mudam seus hábitos relatam melhora na disposição e nos exames de rotina.


Histórias reais de quem fez a mudança

Elaine, 68 anos, usava ibuprofeno diariamente para dores articulares. Com o tempo, passou a notar cansaço e inchaço. Após rever suas opções com um profissional de saúde, encontrou alternativas mais seguras. “Minha energia voltou e meus exames melhoraram”, conta.

Frank, 74 anos, com histórico cardíaco leve, percebeu que o uso regular não era a melhor escolha. Hoje ele resume: “Alívio da dor é importante, mas proteger o coração é essencial”.


Maneiras mais seguras de lidar com a dor no dia a dia

Para muitos idosos, o paracetamol costuma ser a primeira opção, pois não apresenta os mesmos riscos cardiovasculares dos AINEs. Tratamentos tópicos, como cremes e adesivos, aliviam a dor localmente com menos impacto no organismo.

Hábitos simples também fazem diferença:

  • Priorize alternativas mais seguras para dores leves

  • Reserve o ibuprofeno apenas para situações pontuais

  • Use pomadas ou géis para articulações

  • Monitore a pressão regularmente

  • Mantenha-se ativo com exercícios leves

  • Evite AINEs se tiver histórico de insuficiência cardíaca

  • Utilize compressas quentes ou frias

  • Busque orientação profissional para dores crônicas

Pequenas mudanças podem trazer grande proteção ao longo do tempo.


Assuma hoje o cuidado com a saúde do seu coração

Usar ibuprofeno com frequência para dores contínuas pode gerar um desgaste desnecessário com o passar dos anos. Informação traz poder de escolha e mais tranquilidade para aproveitar a vida ativa.

Você merece viver com conforto e segurança. Converse com um profissional de saúde sobre as opções mais adequadas para o seu caso.

Perguntas frequentes

O uso ocasional de ibuprofeno é seguro para idosos?
Em doses baixas e por curto período, o risco costuma ser menor para quem não tem problemas cardíacos, mas a orientação profissional é sempre importante.

E se eu já tiver doença cardíaca?
Geralmente recomenda-se evitar o uso regular de AINEs e buscar alternativas mais seguras.

Todos os AINEs têm o mesmo risco?
Os riscos variam, mas todos os AINEs não associados à aspirina apresentam alertas relacionados ao coração.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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