“Ginecologistas alertam: corrigir este simples hábito pode restaurar o equilíbrio vaginal e acabar com o odor persistente.”
Você já percebeu um odor íntimo mais forte depois dos 60, mesmo mantendo sua higiene em dia? Isso pode ser desconfortável, constrangedor e até afetar sua confiança no dia a dia. Muitas mulheres começam a evitar encontros, atividades sociais ou momentos de intimidade por insegurança.
Mas aqui vai uma pergunta importante: e se alguns hábitos que você acredita estarem ajudando forem, na verdade, os responsáveis por piorar o odor?
Continue lendo até o final para descobrir os 5 hábitos que ginecologistas recomendam repensar após os 60 — especialmente o principal erro que pode estar desequilibrando completamente sua flora vaginal.

Por Que o Odor Íntimo Pode Mudar Após os 60?
Após a menopausa, os níveis de estrogênio diminuem naturalmente. Isso provoca:
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Afinamento dos tecidos vaginais
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Menor lubrificação natural
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Aumento do pH vaginal (menos acidez)
Essas mudanças afetam o microbioma vaginal — o conjunto de bactérias benéficas que protege a região íntima. Com menos Lactobacillus (bactérias “boas”), bactérias causadoras de odor se multiplicam com mais facilidade.
Estudos indicam que sintomas geniturinários, incluindo alterações no odor, afetam entre 27% e 84% das mulheres na pós-menopausa.
A boa notícia? Pequenas mudanças na rotina costumam trazer grande melhora.
Os 5 Hábitos Que Você Deve Evitar ou Ajustar
Hábito #5: Usar Roupas Muito Apertadas ou Tecidos Sintéticos Diariamente
Calcinhas de nylon ou poliéster e roupas justas retêm calor e umidade. Isso cria o ambiente perfeito para proliferação de bactérias.
A solução: prefira calcinhas 100% algodão e roupas mais soltas sempre que possível.
Hábito #4: Usar Sabonetes Íntimos Perfumados ou Lenços Umedecidos com Fragrância
Produtos perfumados alteram o pH vaginal e reduzem as bactérias protetoras, aumentando o risco de desequilíbrios.
O ideal: lave apenas a parte externa (vulva) com água morna. Se desejar sabonete, escolha um produto neutro e sem fragrância — e use somente externamente.
Hábito #3: Higienização Incorreta Após Usar o Banheiro
Limpar-se de trás para frente pode transferir bactérias da região anal para a vulva.
Sempre limpe da frente para trás e seque suavemente a área, sem esfregar.
Hábito #2: Permanecer com Roupas Úmidas Após Exercício ou Piscina
Ficar com roupa molhada ou suada favorece crescimento de bactérias e fungos.
Troque-se o mais rápido possível após atividade física ou banho de mar/piscina.
Hábito #1: Fazer Duchas Vaginais (O Maior Erro!)
Este é o erro mais prejudicial.
A vagina é autolimpante. Duchas internas removem as bactérias boas, alteram o pH e aumentam significativamente o risco de vaginose bacteriana.
Muitas mulheres relatam melhora rápida no odor apenas ao parar completamente com duchas vaginais.
Confie na capacidade natural do seu corpo.
Mudanças Simples Que Trazem Resultados
Muitas mulheres relatam melhora ao:
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Usar apenas algodão na roupa íntima
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Evitar produtos perfumados
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Parar totalmente com duchas internas
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Trocar roupas úmidas imediatamente
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Manter limpeza externa suave com água morna
Comece ajustando um ou dois hábitos e observe como você se sente nas próximas semanas.
Pontos Principais
Alterações no odor íntimo após os 60 são comuns e geralmente estão relacionadas às mudanças hormonais — não à falta de higiene.
Na maioria dos casos, menos é mais. Evitar excessos e optar por cuidados suaves ajuda a restaurar equilíbrio e conforto.
Perguntas Frequentes
Odor após a menopausa sempre indica infecção?
Não necessariamente. Porém, se for persistente, muito forte ou acompanhado de corrimento, coceira ou irritação, procure um ginecologista.
Posso usar sabonete íntimo?
Sim, desde que seja neutro, sem fragrância e utilizado apenas na parte externa.
Em quanto tempo vejo melhora?
Algumas mulheres percebem diferença em poucos dias; outras, em algumas semanas. A consistência é essencial.
Nota Importante: Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica. Se os sintomas persistirem ou causarem preocupação, consulte um profissional de saúde para avaliação adequada.