Seus pés formigam ou ficam dormentes com frequência? Isso pode ser um sinal que seu corpo está pedindo ajuda.
A lesão nos nervos, especialmente a neuropatia periférica, afeta milhões de adultos e muitas vezes começa de forma silenciosa, com mudanças sutis que costumam ser atribuídas ao envelhecimento ou a pequenos desconfortos do dia a dia. Esses sinais iniciais surgem gradualmente, geralmente nas mãos e nos pés, seguindo o padrão conhecido como “luvas e meias”. Sensações como formigamento ou dormência podem aparecer e desaparecer, levando muitas pessoas a ignorá-las. No entanto, quando não recebem atenção, esses sinais podem evoluir para problemas mais sérios, como fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio e maior risco de quedas. A boa notícia é que reconhecer esses alertas cedo pode fazer toda a diferença no controle dos sintomas e na identificação das causas.

Por que a lesão nervosa costuma passar despercebida no início
Os nervos periféricos funcionam como a fiação do corpo, transmitindo sinais relacionados à sensibilidade, ao movimento e às funções automáticas. Quando são afetados — por níveis elevados de açúcar no sangue, deficiências vitamínicas, infecções ou outros fatores — esses sinais podem se tornar distorcidos ou enfraquecidos. Como os sintomas iniciais costumam ser vagos ou intermitentes, muitas pessoas acreditam que se trata apenas de estresse, cansaço ou “coisa da idade”. O problema é que, sem cuidado, a condição pode comprometer a qualidade de vida e aumentar o risco de lesões não percebidas.
Sinais sensoriais: os primeiros alertas nas mãos e nos pés
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Formigamento ou sensação de “alfinetadas”
Uma sensação parecida com quando o membro “adormece”, mas que persiste ou retorna sem motivo claro. -
Dormência ou sensibilidade reduzida
Áreas que parecem menos sensíveis, como se você estivesse usando meias ou luvas invisíveis. -
Dor em queimação ou pontadas
Choques rápidos ou ardência contínua, muitas vezes mais intensa à noite. -
Sensibilidade excessiva ao toque
Contato leve, como roupas ou lençóis, provoca dor ou desconforto intenso. -
Sensação de aperto nos pés ou mãos
Uma impressão constante de compressão, mesmo sem nada apertando.
Sinais autonômicos: quando funções automáticas saem do controle
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Alterações na transpiração
Suor excessivo em algumas áreas ou ressecamento em outras. -
Dificuldade de regular a temperatura corporal
Mãos e pés muito frios ou quentes sem causa aparente. -
Tontura ao se levantar
Sensação de desmaio ou desequilíbrio ao mudar de posição. -
Mudanças digestivas
Inchaço, constipação, sensação de saciedade precoce ou irregularidade intestinal. -
Problemas urinários
Dificuldade para esvaziar completamente a bexiga ou vontade frequente de urinar.
Sinais motores e de proteção
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Espasmos ou cãibras musculares
Contrações involuntárias ou dolorosas nos braços ou pernas. -
Problemas de equilíbrio ou coordenação
Instabilidade ao caminhar, principalmente em ambientes escuros. -
Fraqueza muscular
Perda de força nas mãos ou pernas, dificultando tarefas simples. -
Afinamento muscular sem explicação
Redução gradual do volume muscular em determinadas áreas. -
Feridas que demoram a cicatrizar ou passam despercebidas
Cortes, bolhas ou machucados notados tardiamente por falta de sensibilidade.
O que fazer a partir de agora
Anotar os sintomas, observar padrões, cuidar da alimentação, manter-se ativo dentro dos limites e buscar avaliação profissional ao perceber a persistência de vários sinais são passos importantes. Pequenas ações precoces podem ajudar a proteger a saúde dos nervos e evitar complicações futuras.
Conclusão
Reconhecer esses 15 sinais precoces não é motivo para medo, mas para conscientização. Quanto antes os alertas forem observados, maiores são as chances de encontrar causas tratáveis e melhorar o bem-estar. Ouvir o próprio corpo é um ato de cuidado e prevenção.
Aviso: Este texto tem caráter informativo e não substitui a avaliação ou orientação de um profissional de saúde. Em caso de sintomas persistentes ou preocupantes, procure atendimento médico.